Um rabino perguntou certa vez ao seu discípulo:
“Você sabe explicar quando é que
acaba a noite e começa o dia?”
O rapaz quase sorrindo diante de pergunta tão ingênua,
assim respondeu: “Ora, mestre, é muito simples. Quando os
primeiros raios da aurora começam a clarear o horizonte...
quando se percebem os primeiros raios do sol tingindo o céu...
quando já se pode distinguir entre um arbusto e um homem... quando...
O rapaz ia falando e olhava para o semblante do seu
mestre, como que esperando um sinal de assentimento.
Mas a fisionomia do rabino continuava séria e insatisfeita.
O rabino, então, completou:
“Não! Ainda não! A noite cede ao dia quando a gente
consegue ver no rosto do outro, a imagem do irmão.
Enquanto a gente não descobre o retrato do irmão na
pessoa do nosso próximo, ainda é noite dentro de nós”.
Quanto mais puro é o amor, mais depressa ele se
comunica e com menos palavras...
Precisamos cultivar nossa sensibilidade social para sentir
com mais precisão e mais rapidez as precisões dos
outros...
- Clovis Bovo -
Recebi de minha querida amiga Tetê.
Obrigada pela preciosa reflexão!
" ver no outro, a imagem do irmão"
ver no outro o rosto de Cristo.
Serei capaz?
Estarei vendo o rosto de Cristo?
Beijos!